Certo Surto
sábado, 22 de dezembro de 2012
Enfim Chorei
É quando a casa escurece
As portas se fecham
E só se sente o vento vindo da janela
É quando minhas pupilas dilatam
Procurando a forma mais segura de enxergar
É quando minha boca se cala
Meu peito arde
E minhas mãos soam
Que eu fecho meus olhos
Respiro fundo
E posso, enfim, chorar.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Dorme
Adentram meus ouvidos
O som daquela música
Que um dia me fez sorrir
Finca, finda e não sai mais
Tons e mais tons
Do que um dia me trouxe paz
Ouço da primeira à última nota
E me lembro perfeitamente
Do rosto, do cheiro, do olhar
É verdade, não minto
O toque que já não tenho
A verdade que já se fez longe
A história que ficou no silêncio
Me doando insônia
Me trazendo medo
E me fazendo chorar
Dorme assim o meu amor
A espera do sinal
Único e singelo sinal
Trazendo de volta o seu calor.
O som daquela música
Que um dia me fez sorrir
Finca, finda e não sai mais
Tons e mais tons
Do que um dia me trouxe paz
Ouço da primeira à última nota
E me lembro perfeitamente
Do rosto, do cheiro, do olhar
É verdade, não minto
O toque que já não tenho
A verdade que já se fez longe
A história que ficou no silêncio
Me doando insônia
Me trazendo medo
E me fazendo chorar
Dorme assim o meu amor
A espera do sinal
Único e singelo sinal
Trazendo de volta o seu calor.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A Cara da Luz
Você tem cara de luz
Daquilo que brilha por si só
E que brilha forte
Que brilha na vontade de brilhar.
Tem espaço, afago e amor
Carinho é o que não há de faltar
Tem o tom mais certo
E a simpatia serena pro que passar.
Segura minha mão e me faz calma
Sabe me envolver em paz
E não percebe
O bem que sua alma me faz.
Daquilo que brilha por si só
E que brilha forte
Que brilha na vontade de brilhar.
Tem espaço, afago e amor
Carinho é o que não há de faltar
Tem o tom mais certo
E a simpatia serena pro que passar.
Segura minha mão e me faz calma
Sabe me envolver em paz
E não percebe
O bem que sua alma me faz.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Beira
A TV permanece ligada
O medo do escuro me faz chorar
Abro as cortinas
E vejo o céu relampejar
A janela continua fechada
Pra nenhum som entrar.
O frio conversa comigo
Me arde o rosto e me perturba o sono
Invade meu espaço
Se faz meu dono
E eu me rendo, me entrego
Me abandono.
Já não digo, já não procuro
Já não sei falar
Segurei os atos, calei a história
Me fiz enxergar
Minhas mãos já não alcançam
Tudo aquilo que me fiz procurar.
Hoje eu me sinto longe
Me fiz barreira
Protejo meu peito
Me retiro da beira
Beira do amor
Onde, por você, já quis me tacar.
O medo do escuro me faz chorar
Abro as cortinas
E vejo o céu relampejar
A janela continua fechada
Pra nenhum som entrar.
O frio conversa comigo
Me arde o rosto e me perturba o sono
Invade meu espaço
Se faz meu dono
E eu me rendo, me entrego
Me abandono.
Já não digo, já não procuro
Já não sei falar
Segurei os atos, calei a história
Me fiz enxergar
Minhas mãos já não alcançam
Tudo aquilo que me fiz procurar.
Hoje eu me sinto longe
Me fiz barreira
Protejo meu peito
Me retiro da beira
Beira do amor
Onde, por você, já quis me tacar.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Começo, Meio e Fim
Eu te vejo e meu coração berra
Alegria, felicidade, saudade, amor
Estendo minhas mãos
Você corresponde
Me toca com os olhos brilhando
E eu me encho de luz
Te beijo, te seguro, te abraço
Faço o tempo em nós parar
Desejo nunca mais te largar
E só com você sonhar
E só com você sonhar
Seu rosto me vem
A saudade me tem
E eu te salvo em mim
Te guardo
Te faço começo, meio e fim.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Meu Palhaço
Sou aqueles versos curtos
Os calados e incompletos
Sou aquela música triste
Soando fim e movimentando dor
Sou aquela frase seguida de reticências
O palhaço que não agitou
Sou a vontade interminável de rir
E sei que existe alguém em mim a gargalhar
A tocar a nota mais bela
A indagar as palavras mais doces
Mas sei também que há o chorar
Tão frequente, tão presente
Que meu palhaço já não sabe mais amar.
Os calados e incompletos
Sou aquela música triste
Soando fim e movimentando dor
Sou aquela frase seguida de reticências
O palhaço que não agitou
Sou a vontade interminável de rir
E sei que existe alguém em mim a gargalhar
A tocar a nota mais bela
A indagar as palavras mais doces
Mas sei também que há o chorar
Tão frequente, tão presente
Que meu palhaço já não sabe mais amar.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Eu Inerte
Meus dias cegos de dor
São finalizados ao som dos meus gritos
Internos e calados
Meus dias vazios de amor
São finalizados ao mover de minhas lágrimas
Externas e gritantes, barulhentas
Dizem tudo e nada
São mais que vozes
Me deixando a face molhada
Meus dedos são sem rumo
Escrevem, apagam, dizem, apontam
Não tomam prumo
E eu aqui a bailar nos sonhos
Viajar nos pensamentos
Sofrer no silêncio
Pedindo pra que o tempo volte
Pedindo pra que a vida retome
Do ponto exato em que parou
E eu aqui inerte
Falando sozinha, escrevendo torto e pensando pouco.
São finalizados ao som dos meus gritos
Internos e calados
Meus dias vazios de amor
São finalizados ao mover de minhas lágrimas
Externas e gritantes, barulhentas
Dizem tudo e nada
São mais que vozes
Me deixando a face molhada
Meus dedos são sem rumo
Escrevem, apagam, dizem, apontam
Não tomam prumo
E eu aqui a bailar nos sonhos
Viajar nos pensamentos
Sofrer no silêncio
Pedindo pra que o tempo volte
Pedindo pra que a vida retome
Do ponto exato em que parou
E eu aqui inerte
Falando sozinha, escrevendo torto e pensando pouco.
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