sábado, 16 de abril de 2011

O Filme

Era você todos os dias 
Não te esquecia 
Não te deixava pra trás 
Ou seria melhor dizer 
Que eu não me esquecia?
Era algo que me fazia tão bem
Que eu não podia passar 
Sem ao menos te olhar 
Me deparava com teu sorriso 
Espontâneo, diferente
Foi assim 
Durante longos 12 meses 
Dia pós dia 
Sem ao menos tempo pra respirar 
Sem ao menos saudade sentir 
Foi se tornando vício 
Um tipo de dependência
E meu sub-consciente foi pesando
E você que nem usa perfume
Transborda um cheiro 
Cheiro que vem da pele
Talvez dos cabelos 
E foi esse cheiro pelo qual viciei
É maior que eu
Maior que a vontade de me afastar
Foi quando esses 12 meses teve fim
Fugia de você assim como você de mim 
Até que parei 
E de frente a você 
Me pus a chorar 
Abria teus braços 
E como um ímã grudei 
E ali eu fiz um filme 
Que transbordou em lágrimas 
Tudo que um dia vivi
De momentos você virou fotos
Pregadas em meu painel 
Ao lado da minha cama 
Onde eu te olhava
Onde eu te recordava 
As arranquei de lá 
As coloquei em uma gaveta 
Longe de você quero ficar
Pelo menos por enquanto evitar 
E assim te congelo
Eternamente te espero.

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