quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Te Guardo Assim

Que Deus não seja leviano
Te abençoe, não faça engano
Te olhe, seja soberano
Que as lembranças 
Carrego no peito 
Na mala que fiz 
Ao tentar ser feliz
Que o mundo não seja cruel 
Te guie, não desanime 
E eu te faço num papel
Desenhando teus traços mais simples
Prendendo-os com um clipes
E unindo assim 
O que mais lindo tu tens
Que a vida me traga a sorte
Que nada se faça morte 
Que tudo tenha, quem sabe
Uma segunda chance
Trazendo teus olhos de volta
Trazendo tua risada mais alta
E excluindo a enorme falta
Ah, nunca mais voltou
Extremamente perdida ficou 
E sem teus abraços estou
Me dê licença
Peço agora para me retirar
Vou dormir, vou sonhar
Meus olhos fechar 
E te fazer a bela
E te fazer ela...

Ela que me cuidou
Ela que me guiou
Ela que me amou. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Abracadabra

O vento que veio 
Veio e veio leve 
Me trazer a esperança 
E a vontade de acreditar 
O vento que veio 
Veio e veio amenizar 
Amenizar a dor 
E a saudade apertar 
O vento que veio
Veio e veio simples 
Assim como você
Que me trouxe motivos pra crer
E eis que aqui
Faço a minha morada 
Sem esquecer que o tempo 
É abracadabra
E de magia é feita
A vida que me foi dada. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Não Minto

Sabe o por que choro?
É por te amar demais 
Simplesmente assim 
Amar sem fim 
E não ter como segurar 
Não saber aguentar 
E muito menos lidar 
E como amo, meu Deus 
Como amo, como sinto 
É fato, não minto 
E chorando assim 
Sinto o que é amor 
Sinto o que é amar 
Teu cheiro longe 
E mesmo assim em mim 
Te vejo sem rumo
Te vejo sem fim 

Quero guardar comigo 
Mesmo que distante 
O amor que sempre tive 
E que jamais terei igual 
Aquele que você despertou
Aquele que você tomou 

Aquele que você me deu 
Meu amor, meu amor é teu.  

Tremo e Temo

Sabe, vou te dizer 
Meu coração respirou
Disse te amar 
Pulsou forte 
Diante daquele abraço 
Forte e puro 
Ao meu ver
Simples e significativo
Tremi, ah, como tremi 
E ainda tremo 
Ainda temo 
Temo que seja ilusão
Sim, eu temo 
Mas é medo bobo 
De te perder de novo 
De te ver ir outra vez 
Perder teu cheiro 
Não te ter mais
Ah, quanta dor 
Só de imaginar assim 
Você longe de mim 
E eu sem você, enfim
E meu coração cantou 
Ouvi teu respirar 
E nada mais me faz sonhar
Com o dia em que voltei 
Voltei a sentir 
Voltei a amar. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tão Essência

Fecho os olhos e me lembro 
Do teu toque macio e materno 
Teu abraço leve e seguro
Teu cheiro único e forte
Você dizia me amar
Dizia me cuidar
Jurou me proteger 
E de tão longe cumpre 
De tão longe me abençoa
De tão longe me segura
Segura a essência 

Desperta a carência 
A carência que em mim grita
E sinto, sinto cada ato 
Sinto cada fato 
E mais ainda tua falta 
E quando eu disse te amar 
Ah, quanto amor tinha pra dar
Quanto amor tinha pra abraçar
Amor pra doar

Amor pra simplificar
Olhe bem nos meus olhos 
Sinta a verdade gritando 
É amor, amor, amor
Amor, eu estou te amando
E peço pra que me dê sua mão
Cuide de meu coração 
Me ajude a voltar 
Assim como você fez
Como da primeira vez
E tão simples me refez
Chorando eu te digo
Carregue consigo
O amor que lhe entrego

Que lhe juro
É assim o mais bonito
E eu te amo, te amo, te amo
E te afirmo 

Que mesmo morrendo
Lhe diria e cantaria
O amor que vive comigo
Que se fez abrigo 
Pra minha pousada. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Distante Ficou

O suspiro de quem tentou 
Forte, puxado, pesado 
Dolorido, horrível, cansado
Eu pedi por uma chance 
Eu pedi teu olhar de relance 
Quis tuas mãos nas minhas 
Seu olhar desviou mais uma vez 
Te tirou de mim 
E alguma coisa falta aqui
Um sentimento vago
Sussurra a solidão que vem leve 
Bate e me encontra breve 
Me tira o choro 
Lágrimas que ardem 
Queimam meu rosto 
Somem com o sorriso que já foi teu 
E dizem que são donas da falta 
Falta que você me faz 
Que você me traz 
E que, insaciavelmente, pede por mais 
Mais dor, mais solidão
E você cada vez mais distante 
Distante do meu coração. 

domingo, 11 de setembro de 2011

Por Um Instante

Foi então que eu vi 
Senti e reparei 
Que nada teria lei 
Regra ou citação única
E senti como nunca
A voz que saia de mim 
Gritava o que se escondia
Calava o que não condizia
Outrora sumia, fingia
Veio então o que eu já esperava
O tal que já me habitava
E até mesmo eu
Eu que fugi
Que menti 
Que sofri
Quis o horizonte 
Ir pra longe 
Fora de mim, quem sabe, talvez 
E agora é sua vez 
De me ver distante 
Ao menos por um instante 
Até eu me encontrar, enfim
Juro não ser o fim. 

sábado, 10 de setembro de 2011

Religião: Somente ou Só Mente?

E religião é o que pra você?
Já se perguntou?
Ou chegou a se responder?
Traz consigo a obrigação
A pressão

O que exatamente ela diz?
Ou mudemos as palavras

O que exatamente você ouve?
O ouvir de entender 
O ouvir de compreender 
E não apenas ouvir e o mesmo dizer 
Religião é exatamente...?
Vago fica até mesmo os que questionam
Muda permaneço 
Fecho meus olhos
Tapo meus ouvidos
Religião é sujeira, talvez 
Ou quem sabe a sua forma
Forma de chegar ao Rei 
Orando, negando, pedindo 
Implorando, ajoelhando, tremendo 
Cantando, divulgando, tagarelando
Juntando suas mãos
Assim, uma com a outra 

Abaixando sua cabeça 
E fazendo a imagem
Sua forma, seu modo, seu jeito 
Já eu, meu Deus, eu
Necessitando assim de tão pouco

Minha alma, minha janela e meu céu
Ou simplesmente nada
Apenas o que aprendi

Espírito limpo, alma libertada 
Cabeça vazia, veias aceleradas
Presença, sentença

Rezar, agradecer, perpetuar
Grande és Tu

Maior somente Tu
Só mente sejam os pequenos 
Entender pra que quando se pode sentir?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Borboleta

Borboleta, borboleta
Rosa, bela, violeta
Leve, simples, espoleta
Carregue meus sonhos 
Leve pronde seguros estão
Venha e ouça
Lhe contarei baixinho
São raros os meus desejos 

Meus caminhos
Deixo-os contigo 

E faça suas as minhas preces
Um dia, quem sabe
Lhe tome-os de volta
Te faça realidade
Te faça meu alicerce

Cores, blues, flores
És a simples poesia 
Que me carrega, que me leva
Verdades minhas, só minhas
E te ver segue como vontade

Com meus sonhos
Meus desejos 
Minhas saudades.

Procurando

Eu arrepiei, veja só
Fio por fio 

E eu até me envergonhei
Senti na pele o que é amar

Olhe bem, meu bem, meus olhos 
Brilham como só 
São eles amantes da lua
Amantes do mar, são só o pó

E minhas mãos tocam 
Tocam o nada 
E o nada ecoa, o nada avoa
Apavorando o meu viver

Meus pés, ah, meus pés
Já não fazem o mesmo caminho 
Já desistiram de andar sozinhos
Procurando por você. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ando Sem Pressa

Ando sem pressa
A tormenta já passou

Gritou, berrou, machucou
Veio leve e estragou
Ando sem pressa
O medo já nem mais me tem 
Chegou, pecou, errou
Veio frio e desabou
Ando sem pressa
O coração nem mesmo dói
Doeu, ardeu, corroeu
Bateu forte e faleceu 
Faleceu devagar 
Sem ao menos avisar 
Disse ir e talvez voltar 
Nem mesmo rápido e voraz 
Já nem mesmo espero
Ridículo e áspero
Um tanto quanto meu

Sentimento em pleno breu 
Quero dizer, és assim
Uma história sem fim 
E um começo quebrado, enfim. 

És Assim

Vem volta pra mim
É só pedir que eu te sigo
Sorria outra vez
Deixa eu tirar seu riso
Eu entrego minha vida
Te dou a mão
Te peço pra me levar

Lhe entrego meu coração
E como é que se diz?
"Olá, meu amor, quanta saudade carrego...
Olá, meu bem, és você ou vou além?
Sonho ou realidade?
Olá, mundo meu, você andou distante...
O que foste fazer lá? Tão longe?
Ah, pare, não se mova assim, contrário a mim
A saudade suga, consome e nos muda
Ei, posso dizer?
É amor, é amor e eu já nem sei
É amor, sim, claro, é amor e todo seu
Seu, meu, eu...
Nosso, vosso, só
És você, apenas, ninguém mais, acredite."
E fim, meus caros
.

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