Foi então que bati meus olhos
Ah, chorei, não aguentei
Foi uma mistura de dor
Uma vontade de te agarrar
Te fazer acordar
Abrir teus olhos e berrar tua alma
"VOLTA, VOLTA PELO AMOR DE DEUS"
Vó, permaneça aqui, permaneça conosco
Tu descansa em paz
E abençoa os que ficaram
Que precisam de tua presença
Precisam de seu toque
De alguma forma, de qualquer forma
Sopre em nossos ouvidos
Nos faça sorrir
Vá mas não se esqueça daqui
Nos ampare quando for preciso
E eu vi suas mãos
As mãos que me seguraram
Que me protegeram
Vi suas mãos ali
E tão paradas, inertes, pálidas
E te toquei
Na ânsia de pedir teus olhos
"ABRA-OS, POR FAVOR, ABRA-OS"
A Rainha chegou
Se livrando da dor
E sorrindo outra vez
E meu coração grita
Na saudade, na vontade, no alívio
De saber que agora
Agora sim está em paz.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Só Por Hoje
E hoje eu me despeço de você
Hoje eu parto do ponto que estou
Sem ao menos olhar pra trás
Hoje eu fecho meus olhos pro passado
Tranco meu coração
E levo comigo o amor mais lindo que tive
Levo comigo o sentimento mais puro
Mas não olho pra trás
Não, não olho pra trás
Hoje eu me seguro em mim mesma
Me faço de apoio
E confio plenamente em mim
Hoje eu deixo a chuva cair
Sinto arder cada ferida que ainda fica
Mas na esperança de que vão cicatrizar
Hoje, hoje eu te amo mais que ontem
Mas te desligo de mim
Hoje eu quero o vento, a brisa
E deixo longe os sentimentos ruins
Hoje, só por hoje eu não quero te amar
Não quero te olhar
Apenas te lembrar
E ter plena certeza de que amor eu te dei
Carinho encontrei
Mas seguir com isso não ei
Me perdi, sufoquei e não aguentei.
Hoje eu parto do ponto que estou
Sem ao menos olhar pra trás
Hoje eu fecho meus olhos pro passado
Tranco meu coração
E levo comigo o amor mais lindo que tive
Levo comigo o sentimento mais puro
Mas não olho pra trás
Não, não olho pra trás
Hoje eu me seguro em mim mesma
Me faço de apoio
E confio plenamente em mim
Hoje eu deixo a chuva cair
Sinto arder cada ferida que ainda fica
Mas na esperança de que vão cicatrizar
Hoje, hoje eu te amo mais que ontem
Mas te desligo de mim
Hoje eu quero o vento, a brisa
E deixo longe os sentimentos ruins
Hoje, só por hoje eu não quero te amar
Não quero te olhar
Apenas te lembrar
E ter plena certeza de que amor eu te dei
Carinho encontrei
Mas seguir com isso não ei
Me perdi, sufoquei e não aguentei.
Quem Vem?
Vem aqui segurar minhas mãos
Me dizer que é passageira
Essa dor que parece ficar
Dor que parece predominar
Vem me dizer
Que lá fora há cores
Que existem novos amores
Que nada assim vai ficar
Quero ouvir de você que nada predomina
Que a vida fascina
E meus sonhos voltarão
Quero esquecer a doença
Ser mais crença
E ter mais perdão
Quero menos carência
Mais convivência
Ser mais coração
Esquecendo a violência
Quero menos carência
Mais convivência
Ser mais coração
Esquecendo a violência
Aquela que bate em minha porta
E grita sem medo
Que minha vida já está morta
Ah, e eu tapo meus ouvidos
Fujo dos ruídos
E faço valer
Mesmo que superficialmente
Tudo que passei, tudo que vivi
Faço disso lição
Limpo meu coração
E sigo, como nunca, como só, como eu.
Minh'alma
Cá estou tentando entender
Falo, falo, falo
Me pergunto, te pergunto
Mas você não ouve, não
Não ouve e foge
Me deixa pra trás e cá estou...
Cá estou novamente
Debato, discuto, derrubo
Porta retratos, vasos e incensos
Chão abaixo, sempre abaixo
E eu vou caindo
Escorrego pelas paredes do meu quarto
Junto de mim as lágrimas
Amargas e quentes
Como brasa sem fim
Queimando meu rosto
Rasgando meu coração
Como raiva que vai além
Esmurro o vento e oro alto
Berro o nome Dele e peço paz
E escrevendo eu penso na voz
Tento gritar por entrelinhas
Pra te mostrar o ódio
Em que se transformou o meu amor
Me machuco e não sinto dor
Teu soco em mim foi maior
Soco que atingiu minh'alma
A tirou do corpo
E a fez ir pra longe
Assim ficou aquela que se fez forte
Longe da carne, do osso e das veias
Veias por onde o sangue passa
Passa na pressa de passar e ir
Apenas ir
Assim ficou aquela que se fez ferro
Vagando longe e procurando equilíbrio
Assim ficou aquela...
Assim nunca mais voltou
Pelo menos não
Não por enquanto
Se fez desencanto
E sumiu
Diante dos olhos de muitos
Diante dos olhos cegos de tantos
E assim ficou aos prantos
A menina que foi e nunca mais voltou.
Falo, falo, falo
Me pergunto, te pergunto
Mas você não ouve, não
Não ouve e foge
Me deixa pra trás e cá estou...
Cá estou novamente
Debato, discuto, derrubo
Porta retratos, vasos e incensos
Chão abaixo, sempre abaixo
E eu vou caindo
Escorrego pelas paredes do meu quarto
Junto de mim as lágrimas
Amargas e quentes
Como brasa sem fim
Queimando meu rosto
Rasgando meu coração
Como raiva que vai além
Esmurro o vento e oro alto
Berro o nome Dele e peço paz
E escrevendo eu penso na voz
Tento gritar por entrelinhas
Pra te mostrar o ódio
Em que se transformou o meu amor
Me machuco e não sinto dor
Teu soco em mim foi maior
Soco que atingiu minh'alma
A tirou do corpo
E a fez ir pra longe
Assim ficou aquela que se fez forte
Longe da carne, do osso e das veias
Veias por onde o sangue passa
Passa na pressa de passar e ir
Apenas ir
Assim ficou aquela que se fez ferro
Vagando longe e procurando equilíbrio
Assim ficou aquela...
Assim nunca mais voltou
Pelo menos não
Não por enquanto
Se fez desencanto
E sumiu
Diante dos olhos de muitos
Diante dos olhos cegos de tantos
E assim ficou aos prantos
A menina que foi e nunca mais voltou.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Olhos Cegos
E nem mesmo a dor
Física e ardida
Eu aguentaria mil tapas
Mas o que não aguento
São suas incertezas
Que entram e me furam
Me furam o peito e me rasgam a cara
Suas malditas palavras
Pisoteiam meus tímpanos
Me fazem fria e rude
Meus olhos agora são cegos
Cegos pro amor
Cegos pro maldito amor
Engole e sofre só
Eu aguento as facas que me tacou
Perfuram meu corpo
Mas não atingem minha alma
Como você atingiu
Como você alcançou
Desastrou, machucou
Fecho minhas mãos
Engulo a fraqueza
E me faço aço
Menos laço
Me faço pedaço
Pedaço por pedaço
Dessa sujeira monstra
E hoje você não me alcança
Não faz mais parte
Parte da minha dança.
Física e ardida
Eu aguentaria mil tapas
Mas o que não aguento
São suas incertezas
Que entram e me furam
Me furam o peito e me rasgam a cara
Suas malditas palavras
Pisoteiam meus tímpanos
Me fazem fria e rude
Meus olhos agora são cegos
Cegos pro amor
Cegos pro maldito amor
Engole e sofre só
Eu aguento as facas que me tacou
Perfuram meu corpo
Mas não atingem minha alma
Como você atingiu
Como você alcançou
Desastrou, machucou
Fecho minhas mãos
Engulo a fraqueza
E me faço aço
Menos laço
Me faço pedaço
Pedaço por pedaço
Dessa sujeira monstra
E hoje você não me alcança
Não faz mais parte
Parte da minha dança.
O Sabor Daquilo Que Não Existiu
Engulo da minha própria dor
Saboreio e cuspo na sua cara
Te mostro o caos que você deixou
Te enfrentando
E dizendo letra por letra
Que eu quero te esquecer
Que eu quero ser feliz
Que eu cansei de ser aprendiz
Do teu amor incompleto
Guarde contigo o que te dei
Leve junto a ânsia do teu amor
Que veio e parou
Leve consigo a dor que no meu peito ficou
E lembre-se que dei o melhor de mim
Incompleto e torto
Mas real e sem fim
Eu te amei, eu te amei
Ouve, me ouve
Eu te amei mais que a mim
E saiba que o buraco aqui ficou
No meu peito marcou
Agora vá
Me deixe em paz
Me liberte desse sentimento fugaz
Quero ver o mundo de perto
Quero sentir a cor do amor
Do amor que você me roubou.
Saboreio e cuspo na sua cara
Te mostro o caos que você deixou
Te enfrentando
E dizendo letra por letra
Que eu quero te esquecer
Que eu quero ser feliz
Que eu cansei de ser aprendiz
Do teu amor incompleto
Guarde contigo o que te dei
Leve junto a ânsia do teu amor
Que veio e parou
Leve consigo a dor que no meu peito ficou
E lembre-se que dei o melhor de mim
Incompleto e torto
Mas real e sem fim
Eu te amei, eu te amei
Ouve, me ouve
Eu te amei mais que a mim
E saiba que o buraco aqui ficou
No meu peito marcou
Agora vá
Me deixe em paz
Me liberte desse sentimento fugaz
Quero ver o mundo de perto
Quero sentir a cor do amor
Do amor que você me roubou.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Afague a Saudade, Deus
Meu peito aperta
E meu coração acompanha
O que meus olhos dizem em lágrimas
Um amor único e só dela
Apenas dela
A vovó Cida
A minha vovó Cida
A dona dos bolinhos mais gostosos
Do carinho mais meloso
E do olhar mais sincero
A falta que o colo dela me faz
É das faltas mais dolorosas que já vivi
E quantas noites chorei de saudade
De vontade de voltar no tempo
E fazer com que ela ficasse mais
E meus olhos inundam
E deixam escorrer o choro
Que já faz parte de mim
Difícil é aceitar que sua alma já vaga longe
Longe daqui
E o que me faz calma é saber que
Onde quer que você esteja
Vai estar olhando por aqueles que te amam
E sempre amarão
Ai, vó, a senhora podia ter ficado mais um pouco
Podia ter me contado mais sobre tua vida
Podia ter plantado mais uma flor comigo
Podia ter rezado mais um Pai Nosso ao meu lado
Podia ter me dado mais uma bronca
Podia ter conversado mais uma vez
E me acolhido de novo
E que Deus afague com boas lembranças
A dor de saudade que carrego comigo
A saudade do amor que só ela me deu
MINHA AVÓ.
E meu coração acompanha
O que meus olhos dizem em lágrimas
Um amor único e só dela
Apenas dela
A vovó Cida
A minha vovó Cida
A dona dos bolinhos mais gostosos
Do carinho mais meloso
E do olhar mais sincero
A falta que o colo dela me faz
É das faltas mais dolorosas que já vivi
E quantas noites chorei de saudade
De vontade de voltar no tempo
E fazer com que ela ficasse mais
E meus olhos inundam
E deixam escorrer o choro
Que já faz parte de mim
Difícil é aceitar que sua alma já vaga longe
Longe daqui
E o que me faz calma é saber que
Onde quer que você esteja
Vai estar olhando por aqueles que te amam
E sempre amarão
Ai, vó, a senhora podia ter ficado mais um pouco
Podia ter me contado mais sobre tua vida
Podia ter plantado mais uma flor comigo
Podia ter rezado mais um Pai Nosso ao meu lado
Podia ter me dado mais uma bronca
Podia ter conversado mais uma vez
E me acolhido de novo
E que Deus afague com boas lembranças
A dor de saudade que carrego comigo
A saudade do amor que só ela me deu
MINHA AVÓ.
Mãos
Eu peguei sua mão
Olhei, toquei, senti
Voltei dias e dias atrás
Meses e meses
Em que a vontade era voraz
Aquele dia
Dia em que você se entregou
Meu deu a prova
Prova do mais belo laço
Que aos poucos se formava
Aos poucos se fechava
E eu senti
Como se o relógio corresse
Mas totalmente o contrário
Voltava e voltava e voltava
Via os ponteiros na velocidade
E enquanto eu te tocava
Meus dedos sentiam
Pele lisa e macia
Se descreviam
E assim eu lia
As palavras que formavam
As frases meio bagunçadas
Dizendo que tempo foi
Tempo é
Tempo sempre será
E por trás disso
O amor, o carinho, a amizade
Ah, eu li, li suas mãos
Fiz o desenho
E em minha cabeça ele se perpetua
Se faz eterno, se faz terno
Eterna vontade, terno sentimento
Segure forte
Me faz recordar
A cada toque, uma segurança
A cada sorriso, um prazer
Prazer de ter vivido
Prazer de não ter evitado
Assim escrevo meu ditado
"Amor é pra se sentir
Pra se viver
E deixar escorrer
Escorrer pelos olhos
Escorrer pelos poros."
Olhei, toquei, senti
Voltei dias e dias atrás
Meses e meses
Em que a vontade era voraz
Aquele dia
Dia em que você se entregou
Meu deu a prova
Prova do mais belo laço
Que aos poucos se formava
Aos poucos se fechava
E eu senti
Como se o relógio corresse
Mas totalmente o contrário
Voltava e voltava e voltava
Via os ponteiros na velocidade
E enquanto eu te tocava
Meus dedos sentiam
Pele lisa e macia
Se descreviam
E assim eu lia
As palavras que formavam
As frases meio bagunçadas
Dizendo que tempo foi
Tempo é
Tempo sempre será
E por trás disso
O amor, o carinho, a amizade
Ah, eu li, li suas mãos
Fiz o desenho
E em minha cabeça ele se perpetua
Se faz eterno, se faz terno
Eterna vontade, terno sentimento
Segure forte
Me faz recordar
A cada toque, uma segurança
A cada sorriso, um prazer
Prazer de ter vivido
Prazer de não ter evitado
Assim escrevo meu ditado
"Amor é pra se sentir
Pra se viver
E deixar escorrer
Escorrer pelos olhos
Escorrer pelos poros."
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Incompleta
Está vendo esses olhos?
Esses olhos negros e tristes?
Vou-lhe explicar...
Estive cansada e perdida
Sem tempo, aborrecida
Estive sonada e preocupada
Sem vida, abalada
Quis voltar ao mundo
Quis sim estar inteira
Mas ando enjoada
E meus pés já não me obedecem
Fazem torta a estrada que escolhi
Fazem labirinto o meu caminho
E assim, assim me perdi
Me perdi de você
Me perdi de mim
Me perdi do futuro que quis, enfim
Aquele que distante ficava
Mas que brilhante permanecia
O brilho da esperança
A esperança que fez de mim pousada
E hoje?
Hoje eu fujo, me escondo
Tento me esquivar das dores
Esquecendo meus valores
E chorando pelos cantos
Ei de voltar
Ei de falar
Ei de matar
Matar a verdadeira saudade
A saudade que me faz incompleta
A vontade de você
Vontade que me faz inquieta.
Esses olhos negros e tristes?
Vou-lhe explicar...
Estive cansada e perdida
Sem tempo, aborrecida
Estive sonada e preocupada
Sem vida, abalada
Quis voltar ao mundo
Quis sim estar inteira
Mas ando enjoada
E meus pés já não me obedecem
Fazem torta a estrada que escolhi
Fazem labirinto o meu caminho
E assim, assim me perdi
Me perdi de você
Me perdi de mim
Me perdi do futuro que quis, enfim
Aquele que distante ficava
Mas que brilhante permanecia
O brilho da esperança
A esperança que fez de mim pousada
E hoje?
Hoje eu fujo, me escondo
Tento me esquivar das dores
Esquecendo meus valores
E chorando pelos cantos
Ei de voltar
Ei de falar
Ei de matar
Matar a verdadeira saudade
A saudade que me faz incompleta
A vontade de você
Vontade que me faz inquieta.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Ser Gente
Me vem tanta coisa
A vontade de falar tudo
De vomitar nesse mundo imundo
De extravasar loucura
Berrar por justiça
Gritar por mais amor
Menos temor
Dar o sangue por mais paz
Menos cobranças
Ser gente
Ter mente
Usá-la decentemente
Transmitir carinho
Não ser sozinho
Mover-se pela solução
Ser limpo
Ter coração
Fazer o certo
Não medir esforços
Ser menos distância
Evitar os destroços
Querer mais abraço
Querer mais toque
Estender o braço
Mudar, fazer, falar
Segurar a vida
Segurar a vida
Pelas cordas da esperança
O amanhã não espera
Logo vem a primavera
Dê início a sua dança.
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