terça-feira, 18 de outubro de 2011

Minh'alma

Cá estou tentando entender 
Falo, falo, falo 
Me pergunto, te pergunto
Mas você não ouve, não
Não ouve e foge
Me deixa pra trás e cá estou...
Cá estou novamente
Debato, discuto, derrubo 
Porta retratos, vasos e incensos 
Chão abaixo, sempre abaixo 
E eu vou caindo
Escorrego pelas paredes do meu quarto
Junto de mim as lágrimas
Amargas e quentes
Como brasa sem fim
Queimando meu rosto 

Rasgando meu coração
Como raiva que vai além 
Esmurro o vento e oro alto 
Berro o nome Dele e peço paz 
E escrevendo eu penso na voz
Tento gritar por entrelinhas 
Pra te mostrar o ódio
Em que se transformou o meu amor
Me machuco e não sinto dor
Teu soco em mim foi maior
Soco que atingiu minh'alma 
A tirou do corpo
E a fez ir pra longe 
Assim ficou aquela que se fez forte 
Longe da carne, do osso e das veias
Veias por onde o sangue passa
Passa na pressa de passar e ir
Apenas ir
Assim ficou aquela que se fez ferro
Vagando longe e procurando equilíbrio
Assim ficou aquela...
Assim nunca mais voltou
Pelo menos não
Não por enquanto
Se fez desencanto 

E sumiu 
Diante dos olhos de muitos
Diante dos olhos cegos de tantos
E assim ficou aos prantos 
A menina que foi e nunca mais voltou.

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