quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Par de Olhos

Há um par de olhos
Me observando da janela 
São olhos claros 
Lembro-me deles piscando 
Era tarde de Sexta-Feira 
Ainda persistiam e ficavam 
Junto deles o suspiro 
O último que presenciei 
Aquele em que me fez sorrir 
E talvez dizer adeus ali
Alçou voo 
Se despediu e partiu 
Algo em mim quebrou 
Viver sem ver teus olhos claros
É punição, arder e dor
Mas essa noite os vi 
Por trás da janela
Vivos e tão claros quanto antes 
Sorriam e diziam:
São teus quando precisar
Peça, chame e eu irei voltar. 

Só Sol

Bem-Te-Vi fala
Sabiá canta
Eu choro e a prece suplica

Faço da tragédia meu circo 
E indago 
Ria, sorria, gargalhe 
Corria e assim veloz ficava 
Pegue o impulso 
Esqueça o avulso 
Deixe pra trás o que de trás é
Passado, criança, passado 
Voltar e retroceder, pra quê?
O que ontem foi, nunca mais será 

Virou poeira, ficou por lá 
Desabroche, meu bem
Em pétalas e raios de sol 
Fique sol 
Seja sol
E queira só 
Só reza, só paz, só... Só!

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