quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Par de Olhos

Há um par de olhos
Me observando da janela 
São olhos claros 
Lembro-me deles piscando 
Era tarde de Sexta-Feira 
Ainda persistiam e ficavam 
Junto deles o suspiro 
O último que presenciei 
Aquele em que me fez sorrir 
E talvez dizer adeus ali
Alçou voo 
Se despediu e partiu 
Algo em mim quebrou 
Viver sem ver teus olhos claros
É punição, arder e dor
Mas essa noite os vi 
Por trás da janela
Vivos e tão claros quanto antes 
Sorriam e diziam:
São teus quando precisar
Peça, chame e eu irei voltar. 

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