Me observando da janela
São olhos claros
Lembro-me deles piscando
Era tarde de Sexta-Feira
Ainda persistiam e ficavam
Junto deles o suspiro
O último que presenciei
Aquele em que me fez sorrir
E talvez dizer adeus ali
Alçou voo
Se despediu e partiu
Algo em mim quebrou
Viver sem ver teus olhos claros
É punição, arder e dor
Mas essa noite os vi
Por trás da janela
Vivos e tão claros quanto antes
Sorriam e diziam:
São teus quando precisar
Peça, chame e eu irei voltar.
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