sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mãos

Eu peguei sua mão
Olhei, toquei, senti
Voltei dias e dias atrás 
Meses e meses 
Em que a vontade era voraz 
Aquele dia
Dia em que você se entregou 
Meu deu a prova 
Prova do mais belo laço
Que aos poucos se formava 
Aos poucos se fechava
E eu senti
Como se o relógio corresse 
Mas totalmente o contrário
Voltava e voltava e voltava 
Via os ponteiros na velocidade
E enquanto eu te tocava
Meus dedos sentiam 
Pele lisa e macia
Se descreviam
E assim eu lia 
As palavras que formavam
As frases meio bagunçadas
Dizendo que tempo foi
Tempo é
Tempo sempre será
E por trás disso 
O amor, o carinho, a amizade
Ah, eu li, li suas mãos
Fiz o desenho 
E em minha cabeça ele se perpetua
Se faz eterno, se faz terno
Eterna vontade, terno sentimento
Segure forte
Me faz recordar 
A cada toque, uma segurança
A cada sorriso, um prazer 
Prazer de ter vivido
Prazer de não ter evitado 
Assim escrevo meu ditado 
"Amor é pra se sentir
Pra se viver 
E deixar escorrer
Escorrer pelos olhos
Escorrer pelos poros."

Um comentário:

  1. Das mãos à cabeça... um toque de mãos, uma volta pela lembrança e várias lágrimas dizendo o que é o amor... bom demais!

    beijos e agradecimentos do Maestro

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