quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Par de Olhos

Há um par de olhos
Me observando da janela 
São olhos claros 
Lembro-me deles piscando 
Era tarde de Sexta-Feira 
Ainda persistiam e ficavam 
Junto deles o suspiro 
O último que presenciei 
Aquele em que me fez sorrir 
E talvez dizer adeus ali
Alçou voo 
Se despediu e partiu 
Algo em mim quebrou 
Viver sem ver teus olhos claros
É punição, arder e dor
Mas essa noite os vi 
Por trás da janela
Vivos e tão claros quanto antes 
Sorriam e diziam:
São teus quando precisar
Peça, chame e eu irei voltar. 

Só Sol

Bem-Te-Vi fala
Sabiá canta
Eu choro e a prece suplica

Faço da tragédia meu circo 
E indago 
Ria, sorria, gargalhe 
Corria e assim veloz ficava 
Pegue o impulso 
Esqueça o avulso 
Deixe pra trás o que de trás é
Passado, criança, passado 
Voltar e retroceder, pra quê?
O que ontem foi, nunca mais será 

Virou poeira, ficou por lá 
Desabroche, meu bem
Em pétalas e raios de sol 
Fique sol 
Seja sol
E queira só 
Só reza, só paz, só... Só!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Atos, Fatos e Relatos

Estive pensando 
No ato de fugir
Fato de querer 
Relato falso 
Soando mentiras patéticas
Machucando o coração
Estive pensando
Naquela canção
Aquela que escolhi pra ti
Te recordar e amar no silêncio 
Soando tristeza e saudade 
Onde chorar já ficou bobo 
E não faz mais parte do jogo 
Te recordar só no alto dos meus sonhos
Minha vida ultrapassou você 
E meu sonho virou realidade
Quando o assunto é te esquecer.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Nossa Rainha

Foi então que bati meus olhos
Ah, chorei, não aguentei
Foi uma mistura de dor
Uma vontade de te agarrar
Te fazer acordar 
Abrir teus olhos e berrar tua alma
"VOLTA, VOLTA PELO AMOR DE DEUS"
Vó, permaneça aqui, permaneça conosco
Tu descansa em paz 
E abençoa os que ficaram 
Que precisam de tua presença
Precisam de seu toque
De alguma forma, de qualquer forma
Sopre em nossos ouvidos
Nos faça sorrir
Vá mas não se esqueça daqui
Nos ampare quando for preciso 
E eu vi suas mãos 
As mãos que me seguraram 
Que me protegeram 
Vi suas mãos ali 
E tão paradas, inertes, pálidas 
E te toquei
Na ânsia de pedir teus olhos 
"ABRA-OS, POR FAVOR, ABRA-OS"
A Rainha chegou 

Se livrando da dor 
E sorrindo outra vez 
E meu coração grita 
Na saudade, na vontade, no alívio 
De saber que agora
Agora sim está em paz.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Só Por Hoje

E hoje eu me despeço de você
Hoje eu parto do ponto que estou 
Sem ao menos olhar pra trás 
Hoje eu fecho meus olhos pro passado
Tranco meu coração 
E levo comigo o amor mais lindo que tive
Levo comigo o sentimento mais puro 
Mas não olho pra trás 
Não, não olho pra trás 
Hoje eu me seguro em mim mesma
Me faço de apoio
E confio plenamente em mim 
Hoje eu deixo a chuva cair
Sinto arder cada ferida que ainda fica 
Mas na esperança de que vão cicatrizar
Hoje, hoje eu te amo mais que ontem 
Mas te desligo de mim 
Hoje eu quero o vento, a brisa
E deixo longe os sentimentos ruins 
Hoje, só por hoje eu não quero te amar
Não quero te olhar
Apenas te lembrar
E ter plena certeza de que amor eu te dei 
Carinho encontrei
Mas seguir com isso não ei 
Me perdi, sufoquei e não aguentei.

Quem Vem?

Vem aqui segurar minhas mãos
Me dizer que é passageira 
Essa dor que parece ficar 
Dor que parece predominar 
Vem me dizer 
Que lá fora há cores
Que existem novos amores 
Que nada assim vai ficar
Quero ouvir de você que nada predomina 
Que a vida fascina 
E meus sonhos voltarão
Quero esquecer a doença
Ser mais crença 
E ter mais perdão
Quero menos carência

Mais convivência
Ser mais coração
Esquecendo a violência
Aquela que bate em minha porta 
E grita sem medo 
Que minha vida já está morta
Ah, e eu tapo meus ouvidos
Fujo dos ruídos 
E faço valer 
Mesmo que superficialmente 
Tudo que passei, tudo que vivi
Faço disso lição 
Limpo meu coração 
E sigo, como nunca, como só, como eu.

Minh'alma

Cá estou tentando entender 
Falo, falo, falo 
Me pergunto, te pergunto
Mas você não ouve, não
Não ouve e foge
Me deixa pra trás e cá estou...
Cá estou novamente
Debato, discuto, derrubo 
Porta retratos, vasos e incensos 
Chão abaixo, sempre abaixo 
E eu vou caindo
Escorrego pelas paredes do meu quarto
Junto de mim as lágrimas
Amargas e quentes
Como brasa sem fim
Queimando meu rosto 

Rasgando meu coração
Como raiva que vai além 
Esmurro o vento e oro alto 
Berro o nome Dele e peço paz 
E escrevendo eu penso na voz
Tento gritar por entrelinhas 
Pra te mostrar o ódio
Em que se transformou o meu amor
Me machuco e não sinto dor
Teu soco em mim foi maior
Soco que atingiu minh'alma 
A tirou do corpo
E a fez ir pra longe 
Assim ficou aquela que se fez forte 
Longe da carne, do osso e das veias
Veias por onde o sangue passa
Passa na pressa de passar e ir
Apenas ir
Assim ficou aquela que se fez ferro
Vagando longe e procurando equilíbrio
Assim ficou aquela...
Assim nunca mais voltou
Pelo menos não
Não por enquanto
Se fez desencanto 

E sumiu 
Diante dos olhos de muitos
Diante dos olhos cegos de tantos
E assim ficou aos prantos 
A menina que foi e nunca mais voltou.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Olhos Cegos

E nem mesmo a dor 
Física e ardida 
Eu aguentaria mil tapas
Mas o que não aguento 
São suas incertezas
Que entram e me furam 
Me furam o peito e me rasgam a cara 
Suas malditas palavras
Pisoteiam meus tímpanos 
Me fazem fria e rude
Meus olhos agora são cegos 
Cegos pro amor
Cegos pro maldito amor
Engole e sofre só
Eu aguento as facas que me tacou 
Perfuram meu corpo 
Mas não atingem minha alma
Como você atingiu
Como você alcançou
Desastrou, machucou
Fecho minhas mãos 
Engulo a fraqueza 
E me faço aço 
Menos laço 
Me faço pedaço 
Pedaço por pedaço 
Dessa sujeira monstra
E hoje você não me alcança
Não faz mais parte
Parte da minha dança.

O Sabor Daquilo Que Não Existiu

Engulo da minha própria dor
Saboreio e cuspo na sua cara 
Te mostro o caos que você deixou 
Te enfrentando 
E dizendo letra por letra
Que eu quero te esquecer
Que eu quero ser feliz 
Que eu cansei de ser aprendiz
Do teu amor incompleto
Guarde contigo o que te dei 
Leve junto a ânsia do teu amor 
Que veio e parou
Leve consigo a dor que no meu peito ficou
E lembre-se que dei o melhor de mim 
Incompleto e torto
Mas real e sem fim 
Eu te amei, eu te amei
Ouve, me ouve
Eu te amei mais que a mim 
E saiba que o buraco aqui ficou
No meu peito marcou
Agora vá
Me deixe em paz 
Me liberte desse sentimento fugaz
Quero ver o mundo de perto 
Quero sentir a cor do amor
Do amor que você me roubou.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Afague a Saudade, Deus


Meu peito aperta
E meu coração acompanha
O que meus olhos dizem em lágrimas
Um amor único e só dela
Apenas dela
A vovó Cida
A minha vovó Cida
A dona dos bolinhos mais gostosos
Do carinho mais meloso
E do olhar mais sincero
A falta que o colo dela me faz
É das faltas mais dolorosas que já vivi
E quantas noites chorei de saudade
De vontade de voltar no tempo
E fazer com que ela ficasse mais
E meus olhos inundam
E deixam escorrer o choro
Que já faz parte de mim
Difícil é aceitar que sua alma já vaga longe
Longe daqui
E o que me faz calma é saber que
Onde quer que você esteja
Vai estar olhando por aqueles que te amam
E sempre amarão
Ai, vó, a senhora podia ter ficado mais um pouco
Podia ter me contado mais sobre tua vida
Podia ter plantado mais uma flor comigo
Podia ter rezado mais um Pai Nosso ao meu lado
Podia ter me dado mais uma bronca
Podia ter conversado mais uma vez
E me acolhido de novo
E que Deus afague com boas lembranças
A dor de saudade que carrego comigo
A saudade do amor que só ela me deu
MINHA AVÓ.

Mãos

Eu peguei sua mão
Olhei, toquei, senti
Voltei dias e dias atrás 
Meses e meses 
Em que a vontade era voraz 
Aquele dia
Dia em que você se entregou 
Meu deu a prova 
Prova do mais belo laço
Que aos poucos se formava 
Aos poucos se fechava
E eu senti
Como se o relógio corresse 
Mas totalmente o contrário
Voltava e voltava e voltava 
Via os ponteiros na velocidade
E enquanto eu te tocava
Meus dedos sentiam 
Pele lisa e macia
Se descreviam
E assim eu lia 
As palavras que formavam
As frases meio bagunçadas
Dizendo que tempo foi
Tempo é
Tempo sempre será
E por trás disso 
O amor, o carinho, a amizade
Ah, eu li, li suas mãos
Fiz o desenho 
E em minha cabeça ele se perpetua
Se faz eterno, se faz terno
Eterna vontade, terno sentimento
Segure forte
Me faz recordar 
A cada toque, uma segurança
A cada sorriso, um prazer 
Prazer de ter vivido
Prazer de não ter evitado 
Assim escrevo meu ditado 
"Amor é pra se sentir
Pra se viver 
E deixar escorrer
Escorrer pelos olhos
Escorrer pelos poros."

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Incompleta

Está vendo esses olhos?
Esses olhos negros e tristes?
Vou-lhe explicar...
Estive cansada e perdida
Sem tempo, aborrecida
Estive sonada e preocupada 
Sem vida, abalada
Quis voltar ao mundo 
Quis sim estar inteira 
Mas ando enjoada 
E meus pés já não me obedecem
Fazem torta a estrada que escolhi
Fazem labirinto o meu caminho 
E assim, assim me perdi
Me perdi de você
Me perdi de mim 
Me perdi do futuro que quis, enfim
Aquele que distante ficava
Mas que brilhante permanecia
O brilho da esperança 
A esperança que fez de mim pousada
E hoje? 
Hoje eu fujo, me escondo
Tento me esquivar das dores 
Esquecendo meus valores
E chorando pelos cantos 
Ei de voltar
Ei de falar 
Ei de matar 
Matar a verdadeira saudade 
A saudade que me faz incompleta
A vontade de você 
Vontade que me faz inquieta.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ser Gente

Me vem tanta coisa 
A vontade de falar tudo
De vomitar nesse mundo imundo
De extravasar loucura
Berrar por justiça
Gritar por mais amor
Menos temor
Dar o sangue por mais paz
Menos cobranças
Ser gente
Ter mente 
Usá-la decentemente
Transmitir carinho 
Não ser sozinho 
Mover-se pela solução
Ser limpo 
Ter coração
Fazer o certo
Não medir esforços
Ser menos distância
Evitar os destroços
Querer mais abraço
Querer mais toque
Estender o braço
Mudar, fazer, falar
Segurar a vida 
Pelas cordas da esperança
O amanhã não espera
Logo vem a primavera
Dê início a sua dança. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Te Guardo Assim

Que Deus não seja leviano
Te abençoe, não faça engano
Te olhe, seja soberano
Que as lembranças 
Carrego no peito 
Na mala que fiz 
Ao tentar ser feliz
Que o mundo não seja cruel 
Te guie, não desanime 
E eu te faço num papel
Desenhando teus traços mais simples
Prendendo-os com um clipes
E unindo assim 
O que mais lindo tu tens
Que a vida me traga a sorte
Que nada se faça morte 
Que tudo tenha, quem sabe
Uma segunda chance
Trazendo teus olhos de volta
Trazendo tua risada mais alta
E excluindo a enorme falta
Ah, nunca mais voltou
Extremamente perdida ficou 
E sem teus abraços estou
Me dê licença
Peço agora para me retirar
Vou dormir, vou sonhar
Meus olhos fechar 
E te fazer a bela
E te fazer ela...

Ela que me cuidou
Ela que me guiou
Ela que me amou. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Abracadabra

O vento que veio 
Veio e veio leve 
Me trazer a esperança 
E a vontade de acreditar 
O vento que veio 
Veio e veio amenizar 
Amenizar a dor 
E a saudade apertar 
O vento que veio
Veio e veio simples 
Assim como você
Que me trouxe motivos pra crer
E eis que aqui
Faço a minha morada 
Sem esquecer que o tempo 
É abracadabra
E de magia é feita
A vida que me foi dada. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Não Minto

Sabe o por que choro?
É por te amar demais 
Simplesmente assim 
Amar sem fim 
E não ter como segurar 
Não saber aguentar 
E muito menos lidar 
E como amo, meu Deus 
Como amo, como sinto 
É fato, não minto 
E chorando assim 
Sinto o que é amor 
Sinto o que é amar 
Teu cheiro longe 
E mesmo assim em mim 
Te vejo sem rumo
Te vejo sem fim 

Quero guardar comigo 
Mesmo que distante 
O amor que sempre tive 
E que jamais terei igual 
Aquele que você despertou
Aquele que você tomou 

Aquele que você me deu 
Meu amor, meu amor é teu.  

Tremo e Temo

Sabe, vou te dizer 
Meu coração respirou
Disse te amar 
Pulsou forte 
Diante daquele abraço 
Forte e puro 
Ao meu ver
Simples e significativo
Tremi, ah, como tremi 
E ainda tremo 
Ainda temo 
Temo que seja ilusão
Sim, eu temo 
Mas é medo bobo 
De te perder de novo 
De te ver ir outra vez 
Perder teu cheiro 
Não te ter mais
Ah, quanta dor 
Só de imaginar assim 
Você longe de mim 
E eu sem você, enfim
E meu coração cantou 
Ouvi teu respirar 
E nada mais me faz sonhar
Com o dia em que voltei 
Voltei a sentir 
Voltei a amar. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tão Essência

Fecho os olhos e me lembro 
Do teu toque macio e materno 
Teu abraço leve e seguro
Teu cheiro único e forte
Você dizia me amar
Dizia me cuidar
Jurou me proteger 
E de tão longe cumpre 
De tão longe me abençoa
De tão longe me segura
Segura a essência 

Desperta a carência 
A carência que em mim grita
E sinto, sinto cada ato 
Sinto cada fato 
E mais ainda tua falta 
E quando eu disse te amar 
Ah, quanto amor tinha pra dar
Quanto amor tinha pra abraçar
Amor pra doar

Amor pra simplificar
Olhe bem nos meus olhos 
Sinta a verdade gritando 
É amor, amor, amor
Amor, eu estou te amando
E peço pra que me dê sua mão
Cuide de meu coração 
Me ajude a voltar 
Assim como você fez
Como da primeira vez
E tão simples me refez
Chorando eu te digo
Carregue consigo
O amor que lhe entrego

Que lhe juro
É assim o mais bonito
E eu te amo, te amo, te amo
E te afirmo 

Que mesmo morrendo
Lhe diria e cantaria
O amor que vive comigo
Que se fez abrigo 
Pra minha pousada. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Distante Ficou

O suspiro de quem tentou 
Forte, puxado, pesado 
Dolorido, horrível, cansado
Eu pedi por uma chance 
Eu pedi teu olhar de relance 
Quis tuas mãos nas minhas 
Seu olhar desviou mais uma vez 
Te tirou de mim 
E alguma coisa falta aqui
Um sentimento vago
Sussurra a solidão que vem leve 
Bate e me encontra breve 
Me tira o choro 
Lágrimas que ardem 
Queimam meu rosto 
Somem com o sorriso que já foi teu 
E dizem que são donas da falta 
Falta que você me faz 
Que você me traz 
E que, insaciavelmente, pede por mais 
Mais dor, mais solidão
E você cada vez mais distante 
Distante do meu coração. 

domingo, 11 de setembro de 2011

Por Um Instante

Foi então que eu vi 
Senti e reparei 
Que nada teria lei 
Regra ou citação única
E senti como nunca
A voz que saia de mim 
Gritava o que se escondia
Calava o que não condizia
Outrora sumia, fingia
Veio então o que eu já esperava
O tal que já me habitava
E até mesmo eu
Eu que fugi
Que menti 
Que sofri
Quis o horizonte 
Ir pra longe 
Fora de mim, quem sabe, talvez 
E agora é sua vez 
De me ver distante 
Ao menos por um instante 
Até eu me encontrar, enfim
Juro não ser o fim. 

sábado, 10 de setembro de 2011

Religião: Somente ou Só Mente?

E religião é o que pra você?
Já se perguntou?
Ou chegou a se responder?
Traz consigo a obrigação
A pressão

O que exatamente ela diz?
Ou mudemos as palavras

O que exatamente você ouve?
O ouvir de entender 
O ouvir de compreender 
E não apenas ouvir e o mesmo dizer 
Religião é exatamente...?
Vago fica até mesmo os que questionam
Muda permaneço 
Fecho meus olhos
Tapo meus ouvidos
Religião é sujeira, talvez 
Ou quem sabe a sua forma
Forma de chegar ao Rei 
Orando, negando, pedindo 
Implorando, ajoelhando, tremendo 
Cantando, divulgando, tagarelando
Juntando suas mãos
Assim, uma com a outra 

Abaixando sua cabeça 
E fazendo a imagem
Sua forma, seu modo, seu jeito 
Já eu, meu Deus, eu
Necessitando assim de tão pouco

Minha alma, minha janela e meu céu
Ou simplesmente nada
Apenas o que aprendi

Espírito limpo, alma libertada 
Cabeça vazia, veias aceleradas
Presença, sentença

Rezar, agradecer, perpetuar
Grande és Tu

Maior somente Tu
Só mente sejam os pequenos 
Entender pra que quando se pode sentir?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Borboleta

Borboleta, borboleta
Rosa, bela, violeta
Leve, simples, espoleta
Carregue meus sonhos 
Leve pronde seguros estão
Venha e ouça
Lhe contarei baixinho
São raros os meus desejos 

Meus caminhos
Deixo-os contigo 

E faça suas as minhas preces
Um dia, quem sabe
Lhe tome-os de volta
Te faça realidade
Te faça meu alicerce

Cores, blues, flores
És a simples poesia 
Que me carrega, que me leva
Verdades minhas, só minhas
E te ver segue como vontade

Com meus sonhos
Meus desejos 
Minhas saudades.

Procurando

Eu arrepiei, veja só
Fio por fio 

E eu até me envergonhei
Senti na pele o que é amar

Olhe bem, meu bem, meus olhos 
Brilham como só 
São eles amantes da lua
Amantes do mar, são só o pó

E minhas mãos tocam 
Tocam o nada 
E o nada ecoa, o nada avoa
Apavorando o meu viver

Meus pés, ah, meus pés
Já não fazem o mesmo caminho 
Já desistiram de andar sozinhos
Procurando por você. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ando Sem Pressa

Ando sem pressa
A tormenta já passou

Gritou, berrou, machucou
Veio leve e estragou
Ando sem pressa
O medo já nem mais me tem 
Chegou, pecou, errou
Veio frio e desabou
Ando sem pressa
O coração nem mesmo dói
Doeu, ardeu, corroeu
Bateu forte e faleceu 
Faleceu devagar 
Sem ao menos avisar 
Disse ir e talvez voltar 
Nem mesmo rápido e voraz 
Já nem mesmo espero
Ridículo e áspero
Um tanto quanto meu

Sentimento em pleno breu 
Quero dizer, és assim
Uma história sem fim 
E um começo quebrado, enfim. 

És Assim

Vem volta pra mim
É só pedir que eu te sigo
Sorria outra vez
Deixa eu tirar seu riso
Eu entrego minha vida
Te dou a mão
Te peço pra me levar

Lhe entrego meu coração
E como é que se diz?
"Olá, meu amor, quanta saudade carrego...
Olá, meu bem, és você ou vou além?
Sonho ou realidade?
Olá, mundo meu, você andou distante...
O que foste fazer lá? Tão longe?
Ah, pare, não se mova assim, contrário a mim
A saudade suga, consome e nos muda
Ei, posso dizer?
É amor, é amor e eu já nem sei
É amor, sim, claro, é amor e todo seu
Seu, meu, eu...
Nosso, vosso, só
És você, apenas, ninguém mais, acredite."
E fim, meus caros
.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quem Faz Você?

O que te move?
O que te faz sorrir?
O que te leva em frente?
O que te deixa feliz?
Pergunte à você mesmo
O que te fascina?
O que te dá raiva?
O que te irrita profundamente?
O que te arrepia?
Se questione
Qual é a sua maior vontade?
Qual é o seu sonho?
Qual é o tamanho da sua coragem?
Qual é o seu ódio?
Seja fiel ao responder 
O que te impulsiona? 
O que te faz gargalhar?
O que é que você quer de si?
O que é que você espera da vida?
Não queira mentir
Quer ser o que?
Quer viver de que?
Quer ir a luta?
Quer chorar?
Não ignore nada 
Não deixe de sonhar
Não se esqueça de você
Não desista
Não seja fraco de alma
Não se entregue fácil
Não se esqueça do amor
Não se esqueça da amizade 
Não esconda as lágrimas
Grite, corra, cante 
Viva, sonhe, ame 
Seja, olhe, se apaixone 
Ande, respire, toque 
Sinta, se arrepie, chore
Berre, soe, canse 
Pense, reflita, aja
Conheça, explore, se encante 
Aceite o mundo 
Aceite as regras 
Mas não espere o mesmo 
Mas não queira ser aceito
Nem tudo é recíproco
Nem tudo é correspondido 
Mas dê o seu melhor
Seja humano, seja gente 
Seja digno de respeito 
Seja respeitador
Seja homem
Seja mulher
Cuide de quem corre ao seu lado 
Cuide de quem ama
Cuide de VOCÊ
Não se preocupe tanto 
Não se canse demais 
Não se desgaste 
Não se irrite muito 
Não se não valer a pena
Não se não for preciso 
Aprenda que andar sozinho é vitória
Aprenda que ser dono de si é glória
Aprenda que nem tudo é lindo 
Existe obstáculo 
Existe sujeira 
Existem pessoas feias
Existe quem te quer mal
Existe quem não sabe amar 
E pegue isso tudo como aprendizado
Tente sempre ignorar 
Tente sempre não ligar
E sim cresça, aprenda

Quem faz você?
É você mesmo. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Minha Estrela

A estrela tirou meu sono
Voltou minha atenção para ela 
Fez sumir minha concentração
Veja só o que vou lhe contar 
Ela brilhava como só
Era, entre todas, a maior
Irradiava luz e energia
E de repente sumiu 
Vazou da minha visão
Me fazendo chorar
Me fazendo desesperar
Fechei meus olhos 
Na tristeza que a saudade deixou
E quando os reabri
Lá estava ela 
Logo entendi 
Nuvens ofuscavam tua presença
E te tiravam dali
Veja só o que vou lhe explicar
Minha estrela 
Brilha como só
É, entre todas, a maior
Irradia luz e energia
Mas o tempo ofusca tua presença
E a tira de mim 
E involuntariamente, ela aceita
Me mostrando 
Que nada vale mais 
Do que sua aparição 
Mesmo que rápida
Mesmo que na contra mão.

Saudade Ruim

E eu te descreveria se pudesse
Te desenharia se conseguisse
Te tocaria mais se fosse possível
E eu queria teu sorriso se pudesse
Queria teu olhar se conseguisse
Queria mais abraço se fosse possível


Que o tempo me leve
Que o tempo me carregue
Que o tempo não me entregue
Ao que meu coração não quer
Ao que meu corpo não pede
Ao que minha alma não sente


E que a paciência me encontre
Que nada me desmonte 
Que simplesmente tudo se faça mais que horizonte
Te tendo mais pra mim 
Te vendo sem saudade ruim 
Te abraçando sem fim. 

Mais

Que minha vontade de estrada
Nunca mude
Que eu ame cada vez mais
O espaço que é nos dado
Que meu caminho 
Seja sempre rumo à evolução 
Que eu nunca desista 
De percorrer os quilômetros
Que o mundo 
Sussurre ao pé do meu ouvido 
As possibilidades e os passos
Sejam eles certos ou não 
E que eu aprenda
Com a felicidade 
E principalmente com a dor
Que minha sede por conhecimento 
Nunca passe 
E que cada água que eu beba
Na tentativa de matá-la 
Me traga o prazer 
E a vontade de mais, mais e mais
Mais luz 
Mais ar
Mais vida
Ou simplesmente... mais.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Não Gritei

Foi depois de tanto tempo 
Que eu te olhei 
E senti o que não esperava sentir
Vinha como só
E não me contive, gritei
Teu sorriso se abriu 
Falava consigo
E te olhei
Uma risada eu presenciei
Tão bela, tão limpa
E até hoje eu não sei explicar 
Se o que eu sinto é pra ficar 
Até hoje eu não sei dizer 
Se o que quero é esquecer
Mas é sentimento 
De qualquer forma é sentimento 
É profundo e tão sincero
Chega a me arrepiar a alma
É único, é lindo
E ninguém saberia ser 
Ninguém entenderia 
Carrego no peito
Isso que é só meu
Talvez seu
Mas eternamente calado
O amor que eu não soube gritar.

Desde Sempre

Ei, você...
Vim lhe dizer que...
Que meu coração sangra

Que minha vontade aumenta 
Que meus olhos te procuram
Ei, meu amor
Quero sentir o calor 
Quero você de novo
Quero teus olhos incertos
E ah, quanta loucura
Loucura a sua de sumir
Loucura a minha de fingir
Quanta desculpa dada
Desculpa esfarrapada
Desculpa errada
Fique mais um pouco
Eu lhe peço
Peço pra que me olhe de novo
Peço pra que me aceite 
Peço pra que não se vá
Eu lhe peço 
Um pouco mais de compreensão
Um pouco mais de atenção
E era só o que eu queria
Desde o princípio 
Desde sempre 
Sua mão segurando a minha 
E eu sem saber 
Me deixei ir longe demais 
Me deixei envolver
Como se faz pra não amar? 
Como se faz pra não te olhar?
E aqueles olhos que te procuravam 
São vagos e tortos
Encontrando apenas a dor 
Esquecendo o calor 
E dizendo em lágrimas 
Que sempre te amou. 

Conversación